A Mongólia de 1911 até os dias atuais
No início do século 20, o estado Manchu entrou em rápido declínio e as ideias revolucionárias da época se desenvolveram.
No início do século 20, o estado Manchu entrou em rápido declínio e as ideias revolucionárias da época se desenvolveram.
Em 1911, a República da China substituiu o estado da Manchúria. Os líderes intelectuais e estadistas da Mongólia Exterior também promoveram mudanças e proclamaram a independência do país. O novo estado da Mongólia Exterior era uma teocracia, o que significa que o Bogd, líder religioso, integrou o poder político secular.
Em 1913, uma delegação de representantes da Mongólia Exterior liderada por T. Namnansüren visitou o Império Russo em busca de apoio para garantir a independência. Falharam em sua missão de obter o reconhecimento internacional da Mongólia Exterior.
Em 1915, iniciaram-se discussões entre a Mongólia Exterior e a República da China na cidade de Kyakhta. Moscou e Pequim recusaram-se a reconhecer a independência da Mongólia Exterior e concederam apenas um status autônomo ao país.
Em 1919, o governo republicano chinês aboliu a autonomia e enviou tropas para a Mongólia Exterior. O objetivo desta operação de alto risco era assegurar os interesses chineses na Mongólia no caso de a Rússia revolucionária de 1917 querer expandir-se para a região. Os líderes independentistas mongóis resistiram em várias regiões do país.
Em 1921, após as mudanças revolucionárias, a Mongólia recuperou sua independência e formou um estado teocrárico. Desta vez, os poderes do 8º Bogd foram restringidos pelo governo.
Quando o Bogd faleceu em 1924, os líderes revolucionários transformaram a Mongólia em república e adotaram a primeira constituição. Os dirigentes do Estado, com a ajuda de conselheiros soviéticos, escolheram uma orientação comunista para a Mongólia. A forma republicana trouxe inúmeras reformas à sociedade. A sociedade deveria ser sem classes, portanto a nobreza abandonou todos os títulos e privilégios. A medicina ocidental, a tecnologia e a educação chegaram à Mongólia, pondo fim a práticas ancestrais.
Os anos 1930 foram cruéis. Como em todos os estados comunistas da época, os expurgos políticos afetaram gravemente a sociedade. O regime foi responsável pela morte de milhares de inocentes acusados injustamente.
Em 1939, a Mongólia envolveu-se em um conflito significativo com os japoneses ao longo da fronteira leste mongol, conhecido como o Incidente de Khakhingol. As pequenas escaramuças entre patrulhas japonesas e mongóis desde 1936 degeneraram em um confronto fronteiriço importante. O Exército Soviético veio em auxílio dos mongóis. O Exército Soviético/Mongol derrotou as forças japonesas e tornou a fronteira leste segura.
Em 1945, o governo chinês reconheceu a independência da Mongólia. A Mongólia tornou-se membro pleno da comunidade internacional e aderiu às Nações Unidas em 1961. A Mongólia foi um estado comunista impecavelmente alinhado com a União Soviética até o final dos anos 1980. O mundo estava mudando, e o mesmo ocorria com a Mongólia.
Em dezembro de 1989, a oposição democrática exigiu reformas políticas e organizou importantes manifestações.
Finalmente, em 1992, a Mongólia adotou uma nova Constituição que garantiu a democracia aberta e mudanças econômicas.


